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Raimundo Alonso
Pinheiro Rocha ocupa a cadeira n° 32 da
Academia Paraense de Letras, eleito em
22.11.96, em sucessão a Olavo Nunes e Bruno
de Menezes, tendo como patrono o poeta
Natividade Lima.

Participa da diretoria da
Academia desde o ano de 1964,
ininterruptamente, com mandato até 2.006.
É IV Príncipe dos Poetas do
Pará, escolhido após consulta a um colégio
eleitoral constituído de 200 personalidades
integrantes dos círculos culturais,
científicos e sociais do Estado, pessoas
essas ligadas às artes e selecionadas por
uma comissão especial formada pelos
escritores Georgenor de Sousa Franco Filho,
Pedro Tupinambá, Victor Tamer e Albelardo
Santos. O resultado de votação através de
voto assinado, foi apurado em sessão pública
do dia 8 de outubro de 1987, tendo recebido
sufrágios de 14 poetas residentes no Pará.
Por maioria absoluta de votos (56,77%) do
total, Alonso Rocha foi eleito, tendo
recebido na sessão solene de 21 de julho de
1989 (sesquicentenário de Machado de Assis)
a comenda de 35 gramas de ouro, oferecida
pelo governo do Estado do Pará.

Na adolescência, em 1942,
fundou a Academia dos Novos em companhia de
Jurandyr Bezerra, Max Martins e Antônio
Comaru Leal. Ao grupo vieram juntar-se
jovens intelectuais da época, como Benedito
Nunes, Haroldo Maranhão, Leonan Cruz,
Raimundo Melo, Fernando Tasso de Campos
Ribeiro, Arnaldo Duarte Cavalcante, Gelmirez
Melo, Edmar Souza, Benedito Pádua, Otávio
Blatter Pinho, Antero Soeiro, Eduálvaro Hass
Gonçalves, Alberto Bordalo e Lúcia
Clairefort Seguin Dias.

Seu livro de poesias Pelas
Mãos do Vento, obteve os prêmios
Vespasiano Ramos (1954) da Academia Paraense
de Letras E Santa Helena magno (1955) do
governo do Estado do Pará.

Possui vários troféus,
medalhas e diplomas, resultantes de certames
poético como: 1º. Lugar no concurso
promovido pelo jornal “A Província do Pará”
e Prefeitura Municipal de Belém (1961),2°
Concurso do Norte e Nordeste de Poesia,
patrocinado pelo jornal “Folha do Norte”,
Palma de Ouro e Palma de Bronze, no concurso
Poetas do Mundo Lusíada da Academia de
Poemas de Massachusetts (Estados Unidos da
América -1987), Medalha de Bronze, no
concurso Evolução da Cultura Brasileira, na
segunda metade do século XX, do Cenáculo
Brasileiro de Letras e Artes (Rio de
Janeiro, 1933), 1º. Lugar, por unanimidade,
do 1º. Concurso Nacional de Poesia do Clube
dos Magistrados do Rio de Janeiro (1997) e
honrosas classificações em concurso de
sonetos em Minas Gerais, Espírito Santo e
Rio de janeiro.

É o atual (2.004) presidente
(4º. Mandato) da União Brasileira de
Trovadores – seção Belém, tendo promovido em
1997 o I Jogos Florais de Belém, bem como o
XIII Concurso nacional de Trovas no ano de
2.002/Belém-Pará.

A trova, forma poética que
cultiva somente há pouco tempo, tem
proporcionado a Alonso Rocha inúmeras
vitórias em Jogos Florais e concursos pelo
Brasil, notadamente no Pará, no Ceará, Minas
Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná,
Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Como sonetista, é apontado
como um dos melhores dos últimos tempos e um
dos maiores dos últimos 50 anos do Pará.

Malba Than, no livro A Lua
(editora Luz, Rio, 1955) publica o seu
soneto à Lua Cheia e o classifica como
“autêntico príncipe da poesia
contemporânea).

Alonso Rocha que, com muito
encanto, declama os seus trabalhos em festas
literárias pelo Brasil, e
sócio-correspondente das: “Academia Norte
Rio-Grande de Letras, Academia Municipalista
de Letras do Brasil, Academia Sete-Lagoana
de Letras, Academia Eldoradense de Letras,
do Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes,
sócio honorário da Academia Piauiense de
Letras e cidadão honorário do Município de
Marapanim-PA.

Medalha e diploma
possuídos:
Medalha condecorativa José
Veríssimo, medalhas culturais Olavo Bilac,
Paulino de Brito, Dr. Acylino de Leão, D.
Pedro I, Centenário do Teatro da Paz,
Bicentenário da Igreja São João Batista,
Centenário da Fundação da Biblioteca e
Arquivos Públicos do Pará,conferidos pelo
governo do Estado do Pará, Conselho de
Cultura do Pará e Academia paraense de
Letras. Medalha Olavo Bilac, do Cenáculo
Brasileiro de Letras e Artes, medalha
condecorativa da Academia Municipalista de
Letras do Brasil e diploma de honra ao
mérito do Instituto de Educação do Pará.

Como bancário atuou no
sindicalismo de 1954 a 1976, tendo sido
membro fundador da Federação dos Bancários
do Norte-Nordeste (Recife 1958) e da
Confederação Nacional dos Trabalhadores nas
Empresas de Crédito- CONTEC (Belo Horizonte,
1958) de onde foi diretor. Também diretor do
Sindicato dos Bancários de Belém. Atuou como
delegado em 17 congressos de trabalhadores
em vários Estados. No Pará, foi
coordenador-geral dos I e II Encontro de
Trabalhadores do Pará (1962 e 1968), membro
da executiva e secretário-geral do I
Congresso de Trabalhadores da Amazônia
(1963).

No último conclave a que
compareceu (RJ-1976), foi unanimemente
escolhido como representante dos bancários e
securitários do Norte-Nordeste, tendo
presidido uma das cinco sessões plenárias e
pronunciado o discurso oficial em nome das
duas regiões. Deixou as atividades sindicais
por recomendação médica, tendo recebido a
medalha do Cinqüentenário do Sindicato dos
Bancários do Pará e Amapá.

Poeta eclético, não
aprisionado a escolas e sem preconceito com
qualquer forma de manifestação poética,
Alonso Rocha é dinâmico colaborador da
gestão e representatividade da Academia
Paraense de Letras.

Nascido a 15 de dezembro de
1926, é casado com Rita Ferreira Rocha e pai
de cinco filhos: Sérgio Alonso (médico),
Nelson Alonso (médico), Ângela Rosa
(arquiteta), Geraldo Alonso
engenheiro-elétrico e eletrônico) e Ronaldo
Alonso (falecido em 1977).

Filho do poeta Rocha Júnior e
Adalgiza Guimarães Pinheiro
Rocha.

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