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©
Alonso Rocha
( ao poeta
José Guilherme, onde estiver)
Havia o
sonhador
a mesa
e os seus convivas.
O pão
infermentado
fragmentado
e o
vinho das angústias.
-
Senhor! Afasta o cálice ( câncer sobre a carne)
e a
cruz dos sem-perdão.
Deixa-me (ainda) repartir os peixes
e os
lírios de teus campos
-
dízimo deste encanto
lobo
que me devora.
Atira
sobre o poema o círculo perfeito
e os
dados da palavra.
Derrama
a chuva
tua
lança e os teus cravos
na
terra que semeio.
Assim
falava o Poeta
enquanto o sol e outros deuses (os mortos esquecidos)
com
essência de mirra em seus turíbulos
já
perfumavam a pedra
- altar
para o seu corpo.
Autor: Alonso
Rocha
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