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© Alonso Rocha
Hoje eu te trago, em minhas
mãos, guardada,
a gota d’água – a pérola
serena –
que eu roubei de uma pálida
açucena
recém-aberta pela madrugada.
Louco poeta que sou! (Oh! Doce
Amada!)
Em trazer-te essa dádiva
pequena.
Culpa as estrelas, culpa a
cantilena
do vento. E em nossa alcova
penumbrada
dormes. E nem percebes no teu
sono
que em teus lábios, fechados,
abandono
a lágrima de luz – um mundo
pleno.
Não despertes, ririas
certamente
se me visses beijando,
ingenuamente,
tua boca molhada de sereno.
Autor: Alonso
Rocha
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