
© Lizete Abrahão
No
infinito mar de miríades flutuantes
Perdi-me
entre nebulosas maresias
Pisei
raios que riscavam distâncias
De braços
em branco estendidos
Mãos
abertas...lancinantes, vazias...
Busquei-te...em todos tempos idos.
Nos
cabelos da lua desgrenhada
Emaranhei-me
Sempre
abraçando o nada.
Ah! esse
universo de gigantes
De
algazarras e magias coruscantes...
Enrolei-me
em lençóis de galáxias
No leito
onde o sol dormia..
Cavalguei
a música ressoante
Velejei na
cauda de um cometa...
E deuses
querendo-me infiel
Arremessaram-me do planeta
Aspergindo
gotas de fel.
Em cada
pedacinho de céu
Farejei o
teu rastro perfumado...
E
espreitando esse caos universal
A sós...
morrendo sem abrigo...
Apanhei-me
nesse amor, afinal...
Foi quando
te conheci, meu amigo...