
Dizer dela
Por feia ou
bela
Que é
frágil pela lágrima
Que se
agiganta na dor
É meiga de
filho ao seio
É fera por
sua cria
Uterina de
corpo farto
Visceral em
mesa vazia.

Se sublima em
luz de parto
E se entrega
fêmea em amor
Se arde em
raiva contida
E perdoa o
medo do quarto
Que se ilude,
desiludida
É conforto e
perdição...
Ninando seres
perdidos...
No aconchego
da mão.

Santa ou só um
ser...
Ou menina
de lassos instintos?
Animal na
brisa e vento
Folha fina e
firmamento...
Criadora do
universo
Se alimenta
sem nem ter...
Dos sonhos
sem sonhar
Faz a vida se
mover.

Em jogo de
fogo perverso
Renasce no
ente parido
Morre no perdido filho.
Estrela que
cai sem brilho
Sol infinito
ou luar
Se debate na
injustiça
Se bate por
seu lugar
Empunha espadas e paixão