




A padroeira dos paraenses é também a padroeira dos
navegantes. Por isso, logo após a romaria rodoviária, na manhã
do sábado, anterior ao Círio, a imagem de Nossa Senhora
participa da romaria fluvial, um dos mais esperados, belos e
emocionantes momentos de devoção à virgem de Nazaré. O evento
foi realizado pela primeira vez em 8 de outubro de 1986,
organizado pela Empresa Paraense de Turismo (Paratur).

A imagem é levada por um barco,
enfeitado com flores, balões e fitas coloridas. A embarcação
segue pela baía de Guajará, no entorno de Belém, seguida por
centenas de outros barcos ornamentados. As embarcações que
acompanham o evento também participam de um concurso promovido
pela Parartur, que escolhe a mais bela decoração.

O percurso fluvial é acompanhado por fiéis,
religiosos, jornalistas, políticos e estudantes. Dos barcos e
da orla, ao longo procissão, a imagem vai sendo reverenciada
pelos ribeirinhos com fogos de artifício e aplausos. São
momentos de fervor e devoção que emocionam.

O trajeto Icoaraci-Belém dura, em média, cinco
horas. Ao chegar ao cais do porto da capital, mais homenagens
com queima de fogos. A imagem é recebida por uma multidão. São
motoqueiros, motoristas e outros milhares de fiéis. A imagem é
conduzida até o Colégio Gentil Bittencourt, de onde só sai à
noite, para a Trasladação.

Romaria fluvial e transladação: a emoção dos primeiros
cortejos
Ainda é madrugada em Belém, mas centenas de
pessoas já se acotovelam na escadinha do Cais do Porto para
garantir um lugar para ver a imagem de Nossa Senhora de Nazaré
na chegada da romaria fluvial, que só acontece por volta das
11 horas da manhã. Para os fiéis, o sacrifício da longa espera
vale a pena...

A Chegada -
Depois de percorrer aproximadamente cinco horas
por estradas e rios, a embarcação que conduz a imagem pára na
baía do Guajará, emocionando os fiéis. Fogos de artifício,
banda musical e gritos de "Viva à Nossa Senhora de Nazaré"
saúdam a chegada da Virgem. Os devotos não conseguem conter as
lágrimas. Da escadinha, a imagem é colocada em um carro aberto
para então ser conduzida em mais uma romaria, desta vez, de
motoqueiros, até o Colégio Gentil Bittencourt, na avenida
Magalhães Barata, de onde sairá, à noite, para a Trasladação.
O trajeto de aproximadamente quatro quilômetros é feito em
cerca de 20 minutos.
Antes de ser colocada no carro, nas mãos do
arcebispo de Belém, D. Vicente Zico, a imagem da padroeira dos
paraenses abençoa os fiéis a multidão que se concentra na
escadinha. Centenas de motos, bicicletas e outros veículos
fazem a escolta da Santa até o colégio. Ao longo do percurso
são muitas as homenagens à Nossa Senhora. As fachadas dos
prédios, localizados nas avenidas Presidente Vargas e Nazaré,
são enfeitadas. Em frente ao prédio da agência Banco do Brasil
e do Basa, a Santa é venerada com uma chuva de papel picado.
Todos param e erguem as mãos para ver a passagem da Virgem.

Na chegada ao colégio Gentil, outra multidão aguarda a
imagem. Mais emoção. Ao final, o arcebispo de Belém conduz a
imagem para a capela do colégio, para que à noite, depois de
uma missa, ela seja conduzida até a Igreja da Sé. A
moto-romaria, como é chamada a procissão dos motoqueiros, é
realizada pela Federação Paraense de Motociclismo desde 1990.
Um espetáculo de luzes para Nossa Senhora

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