Fiz da minha vida
um carrossel,
e cavalguei
as cores mais alucinantes
mesmo prisioneira
de um mastro sem gávea.
Mergulhei em luzes
navegando em círculos
e inebriada,
me senti no céu.
mas a roda,
gira agora sobre gonzos
e o metal pesado
já canta na dor;
onde está o chão
que me foge aos pés?
Lá fora, sem luz,
a noite é um desafio
e a rua sombria
tem cola no chão.
onde se escondeu
minha estrela-guia,
se o que eu mais queria
era achar o rumo
desta ilusão...