
É só de pedras este chão maldito.
Poço de mundo neste peito aberto
onde se tem, onde se esconde o grito;
onde me perco sem saber do certo.

Não há mais lírio e o que se tem mais perto
é a flor caída, o fim do afim bonito;
grama, tesoura, coração deserto;
saudade, dono, verso, voz e mito.

Eis dos penosos passos, tentativas...
Paralelismos... Vãs alternativas
e é só delírio, só delírio e só!

Morre o sorriso e resta a palidez,
morre por fim o encanto de uma vez...
Do pó da terra ao pó da terra... Pó!