© Sarah Rodrigues
Vem, Lua, pratear este corpo que
chora
por um bem que partiu assim tão de
repente.
Saiba que minha face marejada,
agora,
não quer ver mais o Sol que brilha
no poente.

Quero poder sonhar teu sonho sem
demora.
Tecer de teu encanto a vida
novamente.
Quero esquecer o anseio, o
despontar da aurora...
E sem pudor entrar no teu quarto –
crescente.

Suportar esta ausência - é viver
de saudade,
é perder-se do riso da própria
verdade,
é conter-se no brilho dos luares
teus...

E ante esta dor, morrer de amor, é
o meu desejo.
Levarei na lembrança o calor do
teu beijo
no dia em que eu ouvir o chamado
de DEUS!
Sarah
Rodrigues
Belém(PA) 17/01/2004.

©
Lorenzo Yucatán
Sozinho,
fico aqui imaginando à distância,
tua
afrodisíaca silhueta, projetada ao luar,
com desenhos
de tua anatômica elegância,
que me
delicia o ego sem que eu possa tocar.
Telepaticamente, te vejo me esperando na praia,
vicenciando,
afoita, os preâmbulos da primeira vez,
do primeiro
beijo na vida real sem tentar fugir da raia,
da entrega
mútua e total, só com amor e sem timidez.
De
longe, sinto o vento que, cantando, vem do mar
para deixar
em pleno alvoroço teus louros cabelos
que, à
noite, refletem a meus olhos as cores do luar,
mesmo
em completo desalinho e falsos desmazelos.
Envolta na
melodia aerófona que chega do oceano,
ficas
impaciente ante a demora de minha chegada;
tu começas a
duvidar deste teu amado e de meu plano
de, à
beira-mar, encontrar ao vivo minha namorada.
Continua
aí... a ouvir a melodia da brisa te pondo aflita,
olhando a
lua e as estrelas; e o céu no seu esplendor...
A qualquer
momento chego e quero te ver bem bonita
e
aí desfrutar das delícias do mar banhando nosso amor.
Lorenzo Yucatán
17/10/2004
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reservados aos autores.

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