
© Alberto Cohen
É de azul que se veste o derradeiro
olhar de quem pressente na partida,
quem sabe, o recomeço de uma vida,
a promessa de um novo amor primeiro.
No último cigarro o olhar cinzento
faz de conta que não está sozinho
e procura seguir, pelo caminho,
o olhar azul, embora em pensamento.
Não mais irão se ver os dois olhares.
Um viverá mentira de mil bares,
outro o prazer de céleres momentos.
E cada vez mais tristes, desbotados,
caricaturas de tempos passados,
tão iguais, solitários e cinzentos.

© Sarah Rodrigues
Flores negras caíram sonolentas
dos olhares, somente um impossível...
Era o tempo, essa força irreversível
a vagar entre cores tão cinzentas.
Entre as célicas " plumas alvacentas",
os dois anjos acordam no invisível
cantar de uma saudade. Indescritível
tão como as vagas líricas que ostentas.
Se tu que entre palavras, só calvário,
o que dizer de mim do meu rosário,
se aplico, em solidão, mesma sentença?
Caricatura triste, amor cinzento,
sepulcro azul de um lírico momento...
Bebendo de mil bares mesma crença.
Todos os Direitos Autorais, reservados aos autores.

Envie esta
página, Clicando aqui!
Voltar
para
Minhas
Poesias:

Voltar
para o
Porto:


Copyright © Sarah Rodrigues - 2004 - Belém - Pará -
Brasil
Todos os
direitos reservados / All Rights Reserved.
ao site
Porto dos Sonhos e
das Poesias.
e sua
autora: Sarah Rodrigues.
Webmaster e Designer:
Lisiê Silva.
|
|
|
|
|