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© Soneto Sarah Rodrigues
Se desse amor – império do
meu canto -
restasse-me a beleza em riso e palmas,
e fosse o mesmo bem, sem dor e pranto
na eternidade invólucra das almas,

meu céu teria glória – ausentes traumas -
e assim me quedaria nesse manto
sem vísceras de dor e, nessas calmas,
me encontraria no teu Porto-Santo!

Mas é tão grande amor, a luz perdida
que, em meio à escuridão da minha vida,
procura o que de amor ainda não pude!

E sou a fome e o fogo da ventura
e a luz me acena as fraudas da loucura
por me restar de tudo, a solitude!
Todos os Direitos Autorais, reservados aos autores.

© Soneto Alberto Cohen
Mas sem
a dor e o pranto, vida minha,
como saber do riso e da alegria,
se de contrastes são a noite e o dia,
se jamais estás só, mesmo sozinha?

Pois meu amor te guarda, vigilante,
infiltrado entre a pele e a camisola,
na lembrança do beijo que consola
e me faz perto, embora tão distante.

Tenho tantos desejos e cansaços
para entregar, inteiros, nos teus braços,
ao final do caminho que procuro.

Como chega do mar um navegante,
voltarei, no convés de um barco errante,
para o teu colo, meu Porto Seguro.
Todos os Direitos Autorais
reservados.

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