© Sarah Rodrigues


Se minha boca assim tocasse a sua
eu sugaria o vinho de sua alma
e afogaría-lhe na minha calma
para depois torna-lhe louca e nua!

E no cenário úmido das línguas
eu teceria um beijo à sua prece
colhendo os tais delírios que merece
ante o sangrado tempo de suas mínguas

Se eu pusesse o meu beijo no seu beijo
revirava os seus lábios e seria
o remoer gostoso que nos basta,

mas eu não sei de nada em seus desejos
e mesmo assim como lhe cobriria
desse meu beijo se você se afasta!

Autora: Sarah Rodrigues
Todos os Direitos Autorais são reservados aos autores.

© Alberto Cohen

Mera prudência faz com que me afaste
do beijo que não sei, mas adivinho
que tem o gosto do mais doce vinho,
e, quem sabe, um somente não me baste.

E se o primeiro beijo fosse eterno
e contumazes ele nos tornasse?
Talvez ao paraíso nos levasse,
talvez levasse ao mais profundo inferno.

Melhor que esteja no fazer de conta,
que eu enlouqueça e que te faça tonta
no beijo não beijado nas esquinas.

Vamos sonhar que as línguas desvairadas
simbolizem, agora entrelaçadas,
um carnaval de loucas serpentinas.

Autor: Alberto Cohen
Todos os Direitos Autorais, reservados aos autores.

 

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