À beira-mar eu sonho e me
liberto.
eu vou buscando em sonho o
teu calor,
que não me faça ter este
deserto,
de ter, no meu amar, teu pouco amor!

Pois esse bem que um dia
foi tão certo,
na minha vida abriu-se
como flor
e aquele amor que um dia
esteve perto
me diz que o mesmo bem é minha dor.

Mas este amor, nascente
do meu pranto,
é derramado em verso, como
um canto
que se declama dentro da minh’alma!

Se durmo apaixonada no
abandono,
o corpo da paixão não
terá sono
e as ondas do meu mar não terão calma!
