

© Soneto Yara Monteiro
Rodrigues
Ninguém se importa
se eu não tenho porta
- Não tenho porta
aberta para entrar -
Não tenho casa, mas
o que me abrasa,
É a tal brasa que se
faz no olhar!
É muito duro ver que
meu futuro
É um mar impuro de
ondas desprezadas!
E o sentimento é de
ressentimento
Pelo momento incerto
das passadas.
E o que se ancora
pelo mar do agora
É a dor que implora
o sonho de viver
De um simples ser
que sabe o que é sofrer.
Estou na rua com
essa face nua
Vendo que a lua
adorna a madrugada
Quando eu sem nada,
nada, nada e nada!
Autoria: Yara Monteiro
Rodrigues