

© Soneto Nato Azevedo
Eis que um pobre, dentre os
demais, à espera
do Juízo Final que os
mediria
vê, sobre a multidão que o
desespera,
o Deus que a legião de
arcanjos guia.
Dirige-se ao Senhor e
principia:
Vivi por longos anos vida
austera,
sem cobiça ou vaidade em
laje fria
qual cão sem dono que tudo
tolera.
Se nada pude dar, pois
nada tinha,
para ganhar o céu fiz o
preciso...
cumpri as vossas Leis na
vida minha.
- Tivesses dado ao próximo
um sorriso
(réplica do Criador) você já
vinha
sentar entre os irmãos, no
Paraíso!
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