Ali, pertinho do portão da
casa,
num cinamomo antigo, à
beira-estrada,
o João-de-barro ergueu sua
morada,
o seu ranchinho que na argila
embasa.
Numa forquilha esbelta,
resguardada,
contemplo agora na emoção que
abrasa
o construtor audaz que não
se atrasa
cantarolando ao fim duma
empreitada.
Numa forquilha da alma
também tenho
modesto rancho que eregi,
co’empenho,
remodulando com sorriso e
ardor .
E no jardim do sentimento
amasso
ervais de solidão, buscando
espaço,
p’ra edificar caramanchéis
de amor.