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Soneto
Severino Silveira de Souza
Douradas lembranças que afago na idéia
da infância bendita. Dos manos. Dos pais.
Da casa de campo, da antiga colméia,
Do engenho, da sanga, dos banhos no cais.
Saudades que eu sinto não morrem jamais,
Pois têm na minha alma seleta platéia
...
São flores de sonhos dos meus ancestrais,
São gratas lembranças marcando epopéia...
Por isso hoje vivo brincando co’as rimas,
Vencendo os abrolhos, queimando as enzimas;
Na arena dos versos, domando os fracassos.
Pois certas lembranças dos tempos de moço
Produzem fissuras –movendo alvoroço,
No meu sentimento, entravando meus passos!
Autor:
Severino Silveira de Souza
(Direitos autorais reservados ao autor)